Um antigo amigo na noite



O vento já estava ficando gelado e uma chuva fina começava a ensaiar de cair. E os carros passavam em furiosa velocidade pela ladeira abaixo com seus faróis acesos. Taxi? Os que passavam sequer davam sinal de parar. A noite estava escura e ali no final da rua, havia aquela árvore solitária que poderia muito bem me servir de abrigo para aquela chuva fina que tendia a engrossar e me encharcar todinha, não só a mim como os pacotes de presentes que eu ganhara daquela comemoração que antecede a festa de natal. Olhei mais uma vez aquela arvore: luzes de pisca-pisca a subir em espiral pela sua copa e que lhe emprestavam um ar sinistro como se fosse um esqueleto. Coitada da arvore, deveria sentir choques com aqueles fios molhados. Ah! Se ela possuísse braços, atiraria aqueles fios para longe.
- Ei! Quer uma carona, garota?
Recuei assustada e depressa quando o carro estancou sua marcha e parou bem em frente, obrigando a baixar-me um pouco para ver o meu interlocutor. Era só que me faltava um gaiato me confundir com uma puta naquela altura do campeonato, pensei. Mas, aquela voz me era familiar, vaga... Inclinei-me mais um pouco para ver quem seria. O homem acendeu a luz interna do carro e se mostrou: um homem maduro, de cabelos grisalhos, faces maduras e vincada e um cigarro na boca e um sorriso largo onde mostrava uns dentes brancos e separados. Mas, espera! Dentinho? Meu colega de tempos de universidade. Não acredito!
Entrei. Dentinho era chamado assim por causa daqueles dentes, miúdos e separados. Era rico e nos pobres. Isso há mais de trinta e poucos anos.
- Eu não acredito. Que sorte! Como você me reconheceu?
- Esses faróis são bons.
O interior do carro cheirava a cheiro de cigarro mentolado que se misturava com alfazema, coloquei os pequenos pacotes no chão e estendi confortavelmente as pernas e acendi um cigarro. Ele passou as mãos levemente pelos meus cabelos e me chamava de garota. Pareceu-me que o tempo não havia passado.
- Lembro que você adorava usar grandes lenços no cabelo. Sorrir. Passei o meu endereço. Sua voz era enfraquecida e que o tempo o fez ficar miúdo, fraco e ele, me chamava ainda de garota.
- Não me diga que este carro ainda é o mesmo da nossa época de universitário?
- Sim.
Me olhei no retrovisor e me vi um dia em uma casa de tijolos vermelho, a noite estava fria...
- Você? – perguntei – Ainda mora naquela casa?
- Sim.
Um dia ele nos convidou para uma festa, toda a turma da faculdade. Como poderia esquecer? A noite estava fria e eles acederam à lareira e fiquei fascinada com as labaredas. Lembrei que quando atravessei o jardim passei por um arvoredo de rosas todo florido, prendi uma flor no cabelo e foi um sucesso! Depois, ele me levou até outra sala, acho que a família chamava de sala de troféus, e lá, separado de outros colegas; Dentinho e eu ficamos olhando um para o outro. Noite fria, cabeça cheia de drinks e ele com aquele cigarro. Alguém lá fora colocou uma musica lenta, meio melancólica que mais tarde soube se chamar de “One More Kiss, Dear” de Vangelis. Dançamos e ao poucos e lentamente fomos nos despindo. A meia luz, sua boca tinha um hálito de hortelã, suas finas mãos, mas vigorosas, percorriam todo o meu corpo e delicadamente chupavam o bico dos meus seios e firmemente abriam o zíper de minha calça jeans e eu, sem pudor, pegava no seu pênis, tão rígido que empinava o tempo todo para cima.
- Nossa! O que temos aqui? – brinquei. É. Eu acho que disse isso na ocasião.
Ele me deitou naqueles tapetes e sem pudor, sem me sentir vadia,puta ou algo assim que essas meninas de hoje se autodenominam, chupei aquele membro meio viscoso pelo liquido que expelia daquela cabeça fina e invadida fui por sua boca quente que me chupava toda, tirando de mim gritinhos histérico de gozo e prazer e não sei como, encaixamos como um homem e uma mulher devem ser. Seu membro me invadia toda, nossas bocas se procuravam e minhas mãos passavam pelas costas macias e via, sua bunda ondular encima de mim, e veio de dentro toda explosão de gozo e prazer e ele, me acompanhava, com aquele olhar que todo homem tem quando está ciente que subjuga sua fêmea. Depois caídos e relaxados no chão, respirávamos ofegantes, nos olhando mutuamente. Sabíamos que não era amor, nem paixão, mas um encontro. Fumamos cada um: um cigarro e deitei minha cabeça sobre seu peito masculino e repousante e macias.
Toda aquela lembrança veio assim em ondas, enquanto ele falava, dizendo que depois de formado havia viajado para Inglaterra. Fora se especializar em Londres. Lá acabara se casando com uma colega da universidade, mas, ela acabou se apaixonando por outro e foi embora. Ele – Dentinho - matriculou seu filho em um colégio e desandou a beber. Sim, tivera um filho.
- Meu bem mais precioso – dissera ele acendendo outro cigarro dentro do carro e da noite. Foi um período difícil, dizia ele que de vez enquando olhava para fora da janela para ver se estava indo na direção certa e eu; só lembrava de nos dois nus, estendidos naqueles tapetes macios, cheio de moveis pesados e enormes sofás que pareciam estar circundando toda aquela sala e a luz bem tênue do abajur, a rosa sempre a minha mão.
Eu só ouvia a voz dele dizer que havia morado em uma aldeia no interior da Inglaterra e que acreditava em Deus.
- Mas você não era ateu? – perguntei distraída enquanto eu via as imagens correrem lá fora.
- Ateu? Não! Eu só era um ser completamente confuso com coisas que tapavam os olhos e os sentidos. Passei um bom tempo fora e ate que voltei para casa.
- Aquela casa? – perguntei saindo do torpor das lembranças – De Tijolinhos vermelhos, onde...
Ah! Dentinho tinha voltado para aquela sua casa de família onde uma noite eu fui feliz em um encontro tão fugaz e onde, como mulher, nunca mais achei um amor suave como a noite como foi aquele encontro. Acho que ele compreendeu o mesmo que eu, nos nós olhamos mutuamente e melancolicamente me disse;
- Nunca mais fui feliz como os tempos que éramos jovens.
Me deu uma vontade de abraçá-lo. Mas já éramos maduros, velhos e ele tossia discreto e o carro andava veloz naquela noite estranha e escura. Até que:
- Ali. – disse apontado para o meu prédio – moro ali. E suavemente ele parou, saltei levando todos os meus pacotes de presentes. Tinha parado de chover, ele me ajudou, queria lhe dizer que tinha me desanuviado as lembranças, mas não era preciso. Beijei seu rosto em meio da fumaça azul ou azulada era a nevoa?
Quando subia a escada do edifício, dei por falta da bolsa e lembrei que ela tinha caído no chão do carro numa curva mais fechada. Voltei-me. Espera! Cheguei a gritar, mas só cheguei a ver o carro já a se perder na noite. Fiquei ali. Plantada de braços caídos e agora como eu iria entrar? O porteiro solícito veio em minha ajuda. Na bolsa estavam as minhas chaves. Dei os embrulhos para ele guardar e corri para um taxi que acabava de estacionar, eu me lembrei do endereço. Indiquei o local e fomos para lá. Chegando lá.
- È aqui! Quase gritei quando vi a antiga casa de tijolinhos vermelhos. Saltei. Mas antes de apertar a campainha fiquei olhando o jardim. A Casa lá dentro todo iluminada. O Jardim ainda era o mesmo, só não havia mais o pé de roseira e sim uma arvore de magnólia mais comprida e com algumas modificações. Lá de dentro veio uma senhora toda empertigada, dentro de um uniforme de empregada, de ar aborrecido, pois ventava frio. Enchi-me de desculpas por ser tão tarde e lhe expliquei que seu patrão havia me dado uma carona e por descuido havia esquecido minha bolsa e nela estava as minhas chaves dentro e se ela tivesse a bondade, poderia pega-la para mim. A mulher me examinou com um olhar severo. Mas que história era essa? O patrão nem havia saído e já estava até se recolhendo com a mulher e os gêmeos.
- É um carro antigo – disse eu – Prateado. Deve ter entrado agora há pouco.
- Olhe, madame!Carro prateado? Na garagem só tem dois carros, um azul e outro preto. Decerto errou a casa. Em noites como essas de tantas festas, agente faz confusão mesmo.
O vento estava forte, tentava ajeitar os cabelos todos desgrenhado até que tive a idéia de perguntar o nome dele.
- Como se chama o seu patrão?
- Seu Osvaldo, ou melhor: Doutor Osvaldo Junior.
- Então foi o pai dele. Foi meu colega de faculdade. Estudamos junto e que deve ter entrado no carro antigo e...
A mulher arregalou os olhos e se benzeu fazendo o sinal a cruz.
- Mas este aí já morreu! – falou quase gritado – Já morreu faz tempo, eu fui até no enterro dele. O pai do meu patrão já morreu... Meu deus!
Acho que respondi que eu me enganara enquanto ouvia uma voz esganiçada, tinha razão, ela realmente tinha razão, eu devia estar enganada e voltei para o taxi que me esperava e mandei rumar para o meu prédio, ao chegar, vi o porteiro vindo ao meu encontro correndo sorrindo. Já estava na escada quando ele me mostrou a bolsa;
- Não é esta?
Sim. Era aquela bolsa. Subi para o meu apartamento, pedi para guardar os embrulhos para buscar depois. Olhei a porta e abri a bolsa e de dentro veio à chave e algo, uma rosa, uma rosa vermelha. Uma duvida se instalou em mim se eu devia colocar a chave, girar e abrir e entrar. Sabia que nunca mais iria ser a mesma. Entrei. Coloquei a rosa em copo com água e fui olhar a janela. Lá fora, a noite era escura, a chuva tinha passado e as luzes dos carros passavam e me lembrei da musica do Vangelis. “one more Kiss dear” e fiquei a cismar com saudade de dois jovens transando há anos atrás. Eu e Dentinho.

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Ficha do conto

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Nome do conto:
Um antigo amigo na noite

Codigo do conto:
151804

Categoria:
Fantasias

Data da Publicação:
14/02/2020

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